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Avatar de Carlos Mattos

A defecção do DHH e do antirez em seis meses é o dado mais importante do texto, e ele diz algo maior que "não existe consenso": convicção de engenharia agora tem meia-vida curta porque a ferramenta abaixo dela muda mais rápido que a opinião consegue assentar.

O antirez não virou a casaca, o princípio dele ("escreva o que você entende, não terceirize o entendimento") ele carregou intacto para dentro do fluxo agêntico. Ele trocou de escola sem trocar de princípio. Isso é o oposto de quem adota agente para não entender.

A pergunta que fica não é "qual escola é a certa", é "o que você se recusa a deixar de entender, rode a IA no volume que rodar". Bom mapa das cinco!

Avatar de Anselmo Farias

A frase do Karpathy que fica é essa: 'terceiriza o pensamento, não o entendimento.' Isso resume o que separa quem utiliza agente para escalar do que utiliza para terceirizar a própria incompetência.

No Lia OS vivo isso na prática: utilizo agente para 70–80% do código (tipo o Amp do Thorsten Ball), mas se eu não escrevo a spec com a teoria do sistema na cabeça, o negócio quebra às 3h da manhã e ninguém, nem eu, sabe por quê — exatamente o que o Naur previu em 85.

Curioso: você considera que dá para manter 'automatic programming' de verdade (crivo de qualidade, dono do código) trabalhando solo, ou isso só escala em time com revisão cruzada?

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